Coisa de Mulher

"A amizade será sempre a primeira palavra do poema que Deus continuará a escrever cada manhã à humanidade, até que ecludam os novos céus e a nova terra".

Poema

Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.

Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.

Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.

Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.

José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"


"Quantas vezes não pronunciamos no momento oportuno as palavras que gostaríamos de dizer, pelo medo de parecermos ridículos e imaturo... Quantas vezes ficamos porque tivemos medo de partir... Quantas vezes partimos porque tivemos medo de ficar... Quantas vezes dizemos baixinho o que na realidade gostaríamos de gritar..."

"Eu te vejo sempre,
minha Mãe querida,
como te pintou, na minha alma,
o Anjo do meu baptismo.

À volta da igreja,
eu adormecera como um passarinho,
entre plumas brancas de rendas,
feitas pelos teus dedos de milagre…

Debruçada e ajoelhada,
junto do meu berço,
a tua mão em concha,
servindo-me de travesseiro,
tu fitavas-me, ansiosa,
a pensar no meu destino,
e dos teus olhos,
como das asas do Espírito Santo,
caía, sobre a minha fronte,
uma luz misteriosa
que doirava todo o quarto…

A nossa casa estremecia
nos ruídos alegres de festa
e apenas no meu quarto,
onde estávamos sós,
havia silêncio,
sonho,
melancolia…

Então,
para o bulício do mundo
me não acordar,
tu prendeste e guardaste
o meu sono,
cantando-me baixinho,
com lágrimas nos olhos…

E foi assim,
entre as rendas belas
das tuas mãos,
e a graça divina
dos teus olhos,
que,
a embalar-me e a cantar-me
geraste em mim
o meu sonho de beleza…

Agora, Mãezinha,
venho eu guardar
o teu sono,
embalar
o teu sepulcro,
no murmúrio
destes poemas,
para veres como floriram,
as canções
que semeaste à beira
do meu berço !…"

( dESCONHEÇO O AUTOR )



NADA ERA DELE
(Gioia Junior)

Disse um poeta um dia, fazendo referência ao Mestre amado:
"o berço que Ele usou na estrebaria, por acaso era dele? Era emprestado!

E o manso jumentinho, que em Jerusalém chegou montado e palmas recebeu pelo caminho,
Por acaso era dele? Era emprestado!

E o pão - o suave pão, que foi por seu amor multiplicado alimentando a multidão
Por acaso era dele? Era emprestado!

E os peixes que comeu junto ao lago, ficou alimentado Esse prato era seu? Era emprestado!

E o famoso barquinho?
Aquele barco em que ficou sentado Mostrando à multidão qual o caminho
Por acaso era seu? Era emprestado!

E o quarto em que ceou ao lado dos discipulos Ao lado de Judas que o traiu
Por acaso era dele? Era emprestado!

E o berço tumular, que depois do calvário foi usado de onde havia de ressuscitar
Por acaso era dele? Era emprestado!

Enfim, nada era dele!
Mas a coroa que Ele usou na cruz era dele!
E a cruz que carregou e onde morreu, Essas eram de fato de Jesus! "



De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi:
Eu hoje vou ser Feliz!

Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando.

Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.

Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros. Vou aprimorar os meus.

Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças.

Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos. Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente.

Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.

Vou agradecer à Deus por tudo, nas alegrias e em meio aos problemas,

Prometo levar a vida com mais amor, pelo menos posso tentar.
( autor desconhecido )



No teu barco da vida:
Quantos portos de partida?
Quantos portos de chegada?
Quantas guerras travadas?
Quantos rumos desviados!
E quantos reencontrados!




Ainda me lembro quando começas-te a viagem,
zarpas-te em direcção ao futuro,
Num barco novo,acabadinho de sair do estaleiro,
Là onde tudo começa.


O mar sereno,
Tal qual a tua alma
O sol brilhava no seu explendor
Os passaros embelezavam os teus mastros
o seu chilrear toava nos teus ouvidos
como uma cantiga de embalar.
Levavas contigo
todos os sonhos do mundo,
O vento como esperança
Os passaros como companheiros
e as estrelas,como guias.

Nos primeiros mares navegados
a calmaria era uma constante,
viajavas nos teus sonhos
calmamente saboreando as caricias da brisa
e a plenitude das noites de luar.

Um dia,as estações alteraram-se,
O mau tempo e as intempéries
começaram a mudar o teu rumo.
Ao leme do teu barco,
não compreendias porque
Porque mudar de rumo?
Mas o tempo foi implacável
e mudou-te completamente o rumo.
Do barco da tua vida.

Perdeste-te algures num oceano
desconhecido.
Andas-te solitaria
a deriva
sem rumo.
Valeram-te as estrelas guias
Que lá no céu
guiam os navios perdidos
E conduziram-te a porto seguro.

Ancoras-te em terra firme,
num pais tão bonito e tão calmo.
Foi a tua melhor
e mais serena estadia em terra.
Enches-te o teu barco
de saber
conhecimentos
carinho
amizades
amores.

Mas um barco não se constrói
para estar em terra
e uma vez mais
fizeste-te ao mar
Este era um mais agitado
mais desconhecido
mais implacável.
Desconhecias o rumo.
Levavas contigo
todos os sonhos do mundo,
O vento como esperança
Os passaros como companheiros
e as estrelas,como guias.


Nesta viagem feita de muitas lutas
contra ti própria,
para vencer as tempestades
que teimavam em te derrubar
Lutas-te.
Lutas-te contra as ondas gigantes
do racismo
da incompreensão
das noites escuras da solidão,
contra tantos fantasmas
que teimavam em assombrar as tuas noites.
E no meio de uma grande tempestade,
sentis-te o barco a naufragar
Era uma noite escura,
gelada
onde as ondas gigantes do desespero
pareciam engolir-te
para afundares nelas
todas as dores
todos os medos
todo o desencanto
todo o desespero.

Com o nascer da aurora
a tempestado deu lugar ao bom tempo.
O sol começou a brilhar no que restava desse barco.
Deste iniçio a uma tarefa ainda mais dificil
a de juntar os pedaços
do barco espalhados
Pelas aguas do teu sofrimento.
Foi dificil retomar de novo
o rumo.Mas:
Levavas contigo
todos os sonhos do mundo,
O vento como esperança
Os passáros como companheiros
e as estrelas,como guias.

Sentes agora que meio oceano
esta percorrido.
As vezes
as lágrimas salgadas ainda jorram
pelos teus olhos
embaciados pelo desalento
As vezes ainda sentes
o vento da insegurança
atormentar-te os teus dias
Mas vais seguindo viagem.
Sabes que aida vais encontrar
muitas tempestades
as ondas gigantes da incerteza,
virão de tempos a tempos
ensombrar as tuas noites.
Mas o rumo e sempre em direcção
A FELiCIDADE.



Sabias,sempre soubes-te
Qual era o teu rumo.
viajavas rumo a felecidade
E foi depois de muitas viagens
de ter enfrentado
muitas tempestades
que descobris-te que a felicidade
Sempre esteve a teu lado,
nos momentos mais marcantes da tua viagem.
Naqueles momentos
em que o mar estava tão calmo
que conseguias tocar todos os teus sonhos.
onde podias sentir a paz
a serenidade,tão desejada
que deixavas o barco rumar sozinho.
( AUTOR DESCONHECIDO)

"Sonhe, mas não transforme esse sonho em fuga.

Acredite! Espere!

Sempre deve haver uma esperança.

Sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute! Faça aquilo que você gosta.

Ouça... Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.

É importante. Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo.

Mas jamais esqueça que Deus estará com você em todos os momentos...

As dificuldades surgem, os problemas existem, mas a certeza que temos é que Deus está no comando e é a fortaleza que precisamos, para jamais desistirmos e nos tornarmos pessoas melhores!!!

Seja testemunha viva de Deus, assim sua casa e família serão transformados'
(
Desconheheço o autor )


"Fazem a gente sorrir sem motivo, chorar de felicidade. Chegam dizendo o que pensam, mas de mansinho pra não machucar! Amigo, pai, mãe, tio, avô, avó, neto, cada um chama de um jeito... Brilham, brilham com força! Brilham tão forte que o ruim não consegue ficar por perto! O ruim da vida não suporta a luz que emana dessas almas. "Uma alma especial reconhece de imediato a outra", alguém disse isso, alguém que tem a alma especial. Só alguém especial pra saber que o outro também é. Elas não vem com um crachá no peito escrito EU SOU UMA ALMA ESPECIAL, elas vem é com amor, paz e amizade pra dar sem pedir nada em troca! A moça que sorri pra você na fila do pão, o motorista do ônibus que diz pra você tomar cuidado ao descer, pois a chuva é forte e as pessoas costumam cair ao descer do ônibus nesse tempo. Elas escorregam com esse temporal, caem com a rosto no chão, mas isso é porque não olharam pro chão, duvidaram que aconteria com elas, duvidaram do poder da chuva! Alma especial também sofre, não disseram pra você? Essa semana reconheci uma alma especial, tive vontade de abraçar e não soltar nunca mais. Não fiz isso. Se arrependimento matasse! Devia ter dado um abraço. Eu até falei que daria, mas depois não dei! Abraço serve pra criar laços. Abraçar a alma e o coração. O abraço envolve o certo e o errado da alma, mas a gente só vê o certo! O errado a gente esmaga na hora do abraço, é por isso que a gente abraça forte quem amamos, pra esmagar o errado. Já percebeu que logo depois as pessoas se sentem melhor? Pois é... É o errado dando tchau. Nem toda despedida é dolorosa. Alma especial detectada, tá sorrindo, tá amando e tá querendo te abraçar. Rodopia com ela no salão! A vida é uma festa e somos todos convidados especiais. Acabou de estender a mão, vai passear no campo de lírios azuis, se não gosta de azul é porque nunca viu um campo de lírios azuis. É paz, é liberdade! O azul liberta. Assim como a alma que tá do seu lado! Sim, tá do seu lado, do meu, tá do nosso lado! O mundo é cheio de almas especiais e se você souber reconhecer, vai saber que o mundo é SEU! Aprenda a procurar, quem procura acha. Um segredo, achar uma alma especial é mais que fácil, é só aprender a enxergar além das lentes. Essa carta é pra todo mundo que reconhece o especial no outro e em si! As portas estão abertas, agora é só esperar o bom da vida entrar cantando..."
Autor desconhecido




O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry


(...) "E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o princípe

- estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."






Mãe, você me faz sentir a vida, a beleza das cores,
a harmonia, o encanto e a doçura!
Autor: (Desconhecido)

Mãe, ainda bem que você chegará amanhã, estou morrendo de saudades..

Marilene

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