
Às vezes Deus fica em silêncio.
Parece distante, inatingível,
parece que não ouve, não vê.
Um silêncio que fere os ouvidos.
E às vezes fica em silêncio, porque?
(como entender?)
precisamos do silêncio de Deus.
Deus em silêncio,
faz com que ouçamos melhor
nossa própria consciência.
Deus em silêncio,
faz com que ouças vozes ao redor,
de quem também sofre ou está sofrendo,
cheguem até nós.
Deus fica em silêncio,
porque não tem pressa
e havemos de aprender a esperar,
(a esperar um pouco mais)
e confiar.
Deus que sempre fala,
às vezes fica em silêncio.
E é preciso muita atenção,
atenção redobrada
para ouvir, para entender,
o silêncio de Deus...
(Carlos Novaes)
Deus da criação, do amor e da misericórdia...
Deus é auto-comunicação, é auto-doação recíprocas, que se traduzem deste modo: O Pai é amor amante, o Filho é amor amado,
o Espírito é amor partilhado. Nesta relação interpessoal comum às três pessoas,consiste verdadeiramente o mistério de Deus. Jesus não faz outra coisa que não seja convidar-nos a reconhecer no seu rosto e nas suas palavras, a imagem viva do Pai. É por isso que a Igreja é o lugar por excelência da revelação de Deus aos homens. A igreja não é apenas o lugar do culto e da celebração; ela é também motivo de comunhão, o lugar privilegiado p/o encontro com Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Na igreja que Cristo fundou, Deus revela-se movida pelo Espírito de Deus...
1. A maioria dos católicos ignora que aos sacerdotes e bispos não era proibido o matrimônio durante os primeiros dez séculos da vida cristã. Além de São Pedro, outros seis papas viveram em matrimônio. Até o Concilio de Elvira, que o proibiu no ano 306, um sacerdote podia inclusive dormir com sua esposa na noite anterior a celebrar a missa. Isso começou a mudar dezenove anos mais tarde, quando o Concilio de Nicea estabeleceu que, uma vez ordenados, os sacerdotes não podiam mais casar-se. 2. Em 1073, Gregorio VII impôs o celibato. Definiu-se que o matrimônio dos sacerdotes era herético, porque os distraía do serviço ao Senhor e contrariava o exemplo de Cristo. Dezenas de historiadores supõem que a decisão de impor o celibato foi também um meio para evitar que os bens dos bispos e sacerdotes casados fossem herdados por seus filhos e viúvas em vez de beneficiar à Igreja. Em 1123 o Concilio de Letrán decretou a invalidade do matrimônio dos clérigos e, dezesseis anos mais tarde, o segundo Concilio de Letrán confirmou. 3. Quando o Concilio de Trento fixou a excelência do celibato sobre o matrimônio, fez doutrina das palavras com que São Gregorio Magno havia condenado o desejo sexual durante seu papado, no século VI. Só a Igreja Oriental adjunta a Roma, admite sacerdotes casados, mas deve haver contraído matrimônio antes da ordenação e nunca chegarão a bispos. Trechos do artigo do escritor Tomás Eloy Martinez em La Nacion (09/05)